Arcade Fire e o show da vida

Um amigo costumava ter um blog com esse nome – o show da vida – e nunca consegui chegar a uma conclusão sobre isso.

Sendo eu uma otimista de carteirinha, sempre acho que o show da vida ainda está por vir. Assim como tudo, na verdade: o melhor ainda vai acontecer. Em algum momento. Eu sei que vai.

Em 2005, eu tinha 24 anos e queria contradizer o hype: “Vou provar que estão errados”, eu pensava. Fui assistir ao Arcade Fire munida desse ceticismo que não me é peculiar (e de uma certa implicância com o senso comum que, essa sim, parece bem comigo).

Fui convertida. Quando um dos caras – naquele momento eu sequer sabia quem era quem – escalou as estruturas de metal do palco, fiquei absolutamente passada. E “Rebellion (Lies)” caiu bem. “People say that your dreams are the only things that save ya –  come on baby, in our dreams we can live our misbehaviour”. Obrigada pelo conselho, Win Butler!

Ontem, quase uma década depois do show de 2005, já com 33 anos, vi o Arcade Fire novamente. Continuo living my misbehaviour in my dreams, e ouvir “The suburbs” ao vivo foi um momento daqueles que me fez querer que aquele fosse o tal show da vida que meu amigo sempre quis saber.

Mas acho que o próximo ainda vai ser melhor. Conto com você, Win Butler.

PS: Meu trecho preferido de “The suburbs” e que sempre me faz chorar:

“So can you understand?
Why I want a daughter while I’m still young
I wanna hold her hand
And show her some beauty
Before all this damage is done

But if it’s too much to ask, it’s too much to ask
Then send me a son”

 

Atores interpretando memes

Segundo a Wikipedia (esse é o nível da minha preguiça hoje, senhores, até Wikipedia estou citando), Paul Francis Tompkins – mais conhecido como Paul F. Tompkins – é um ator, comediante e roteirista americano. Desde maio de 2012 ele conduz uma websérie de entrevistas, batizada de “Speakeasy”, na qual recebe atores e gente bombada em geral para um papo em um bom bar de Los Angeles com bons drinks. Daí que Paul, entre uma entrevista e outra, criou uma nova série dentro da série – um spin-off, por assim dizer.

“Fulano Imitates Popular Internet Memes”  traz Jake Johnson (Jake, o ator, não Jack, o músico) dando seu melhor no Grumpy Cat e Alison Brie (de “Community”) levando um hadouken do hadouken. Já tinha visto o do Jake, mas o do Alison foi dica da Thaís.

Boa noite.

 

‘Uma noite na lua’, Gregório e o pânico do autor

umanoitenaluaNa semana passada um amigo me convidou para a reestreia de “Uma noite na lua”, com Gregório Duvivier. Acompanho o trabalho do cara há um tempo (e como meu namorado não lê isso aqui mesmo posso admitir que acho o rapaz a coisa mais linda do mundo depois dele – do meu namorado, claro) e aceitei de bom grado.

Só havia ouvido falar maravilhas da peça, que continua em cartaz no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea. Como vai contra os meus princípios dizer “você TEM QUE ______ (insira aqui qualquer verbo)”, digo apenas: se tiver a oportunidade de assistir à peça, se for convidado, ou se não tiver nada melhor para fazer numa noite de terça ou quarta, apenas vá. Se der, se não der tudo bem, cada um com suas prioridades. Ninguém TEM QUE nada, óbvio.

Mas Gregório arrebenta, com o perdão do termo raso e pouco rebuscado. Fiquei impressionada com o rapaz. Que ator esplêndido. A impressão que dá é que o cara transborda tanto talento para além da comédia, para além dessas paradas de stand up, que bota quase todos os coleguinhas do ramo no chinelo. Rola uma melancolia da comédia. Saca um palhaço triste? Ou aqueles filmes que fazem rir mas são de uma tristezinha interna e aí não sabem como classificar quando passa no “Supercine” (essas coisas nunca passam na “Tela quente”) e lascam um “comédia dramática”? É meio assim. Eu gosto à beça dessa linha.

Para quem não viu, a peça é escrita por João Falcão e foi encenada pelo Marco Nanini há 15 anos. Um autor passa uma noite em claro tentando escrever uma peça de teatro depois que sua mulher o deixa (essa seria a sinopse que eu escreveria em uma linha. Lembrem que eu sou a pessoa que fazia sinopses curtas para o roteiro de cinema de um determinado jornal escrevendo aberrações como “Homem tem super-poderes” para “Superman” e “Jovem vive em Paris” para “Um lugar na plateia”. Escrever não só é a arte de cortar palavras como excluir o raciocínio lógico também). Esse é o mote da peça.

Mas o pânico do autor diante da obra, na peça, é sensacional. Em um dado momento, o personagem pede uma ideia a Deus, que lhe dá uma infinidade de luzes (literalmente). “Deus, porque o Senhor me pôs no mundo quando todas as ideias já foram tidas e tudo já foi escrito?”, ele reclama, não exatamente com essas palavras. Não tem um dia em que eu não me pergunte isso. Sobre o que vou escrever? Tudo já foi feito. Tudo já foi dito. Nada mais é inédito. Que saco, hein. Ideia genial, essa fantasia.

Em outro momento, ele fala para a mulher (que não está lá, é quase uma amiga imaginária) que vai fazer a peça, sim, que vai escrever a peça e que ela vai ao teatro ver e que a mãe dele também vai ver e AI MEU DEUS TODO MUNDO VAI VER A MINHA PEÇA SOCORRO.

Pescou? É mais ou menos assim que eu me sinto quando escrevo.

Sério, se puderem assistam à peça.

Emma Forrest, a loucura e todos nós

emmaforrestNão costumo ignorar quando um livro aparece na minha frente de maneiras misteriosas. Foi assim que dei de cara com “Sua voz dentro de mim”, lançado aqui no Brasil pela editora Rocco há uns meses. Olhei rapidamente a orelha e vi que era a história de uma jornalista/roteirista atormentada. Gosto de histórias deste tipo (sobre jornalistas atormentados) porque elas funcionam de duas maneiras:

1. Como alerta: “veja o que pode acontecer com você se der um passo errado”

2. Como alento: “você deu o passo certo, então veja do que você escapou”.

Resumindo, Emma Forrest era uma jovem perturbada desde a adolescência. O problema se agravou quando adulta, diante do mundo cruel e real que tá aí à espreita, né, senhores, todos os dias. Tentou se matar, não logrou êxito (hoje ela conta, no Twitter, detalhes sobre a rotina de seu bebê de três semanas de idade). Conheceu um astro de cinema depois de fazer uma visitinha ao fundo (falso) do poço, e achou que estaria vivendo o seu filme. O filme bom da sua vida – bem, ela não disse isso, eu é que vi assim. Sabe quando tudo dá errado e você acha que sua vida é um filme daqueles bem desgracentos, tipo aquele em que a Claire Danes e uma amiga são presas num país exótico (esqueci o nome e tô com preguiça de googlar, então me desculpem)? Aí acontece uma coisinha boa e o cenário do seu filme pessoal já muda para um lindo dia no Central Park, lotado de crianças e balões coloridos.

Emma Forrest achou que não só o cenário como também o roteirista do seu filme pessoal tinha mudado ao conhecer seu Marido Cigano – ninguém menos que Colin Farrell. Como ele era/é mais doido que a pobre moça, o lance logo dá errado e a cabeça dela opera como se mudasse de canal para um filme pior que o original (mais ou menos como quando você está assistindo a uma reprise de “Law & order SVU”, de um episódio que você já viu, sabe como termina, mas ainda assim assiste).

No Google e nos tabloides (ela é britânica, radicada em Los Angeles. Nota mental: ser alguém um dia de quem se diga “fulana, roteirista radicada em Los Angeles”), os comentários gerais classificavam o livro como um relato da relação dos dois. Acho que Emma foi até gentil e delicada ao não espinafrar Farrell de todas as formas em público, narrando apenas os fatos, e só eles, desse namoro. Mas assim que terminei de ler (o que levou o que, uns dois ou três dias) vi que esse era dos temas menores do livro. Farrell não era o homem da vida de Emma: o homem da vida de Emma era seu analista, que a acompanhou por anos, nas fases de crise e nas fases boas e que, sem ela esperar, morreu por conta de um câncer (o “sem ela esperar” tem a ver com o fato de ninguém, nenhum paciente, saber que ele estava doente). Ele era casado, tinha filhos e os dois não tiveram qualquer tipo de relação romântica ou platônica.

O analista era o homem da vida de Emma, e não o ator de Hollywood. O fato de ela falar abertamente de suas loucuras incomoda muita gente. Acho interessante, porque não é o tipo de coisa sobre a qual costumamos pensar. Tenho as minhas aqui comigo e espero  que elas se comportem quietinhas (minha grande neurose sempre foi o pânico de, um dia, ficar maluca. Mas ao contrário de Emma, não gosto de falar disso. Acho que atrai, sei lá).

Mad Men + Girls

Preciso atualizar o mundo (ou não, porque basicamente falo sobre isso dia sim, dia não) sobre meu amor por “Girls”. Esse vídeo é de 2010, quando Alison Williams ainda não era ninguém muito importante (desculpem, eu acho), mas como vivo num mundo paralelo ocasionalmente só vi hoje (via amigas da firma).

Marnie, acho que você se daria bem com Don Draper.

 

Feliz Ano Novo para aprender coisas novas

rookieSabe aquela menina blogueirinha de moda, a Tavi Gevinson? Hoje em dia ela (ainda) tem aquele site/revista, a Rookie. Num dos posts recentes do site, algumas dicas valiosas para o bem viver em 2013. Coisas fundamentais para o ser humano, como lições sobre a melhor forma de se receber e aceitar um elogio (acreditem, não é algo fácil. Haja vista 1. a falta de gentileza no mundo que 2. leva a pessoa a desacostumar a ouvir essas coisas) a dicas sobre como economizar no que dá e a investir no que realmente vale o investimento.

Outra dica importante envolve como lidar com vazamentos em vasos sanitários. Por favor, leiam as dicas para 2013 da Rookie aqui, mas só depois da leitura deste post com uma bela história urbana narrada pela Olívia, bem aqui.

PS: No começo de 2012, a Rookie já havia dado outras dicas de vida. Na lista: como apresentar decentemente uma pessoa a outra e como se desculpar querendo realmente dizer o que está dizendo. Fundamental, eu diria. Ah, a ilustração acima acompanha as lições de 2013 do site/revista.

PS 2: Feliz 2013!

Anti-lista de fim de ano ou “é impossível comer um só”

Sofro de amnésia absoluta quando alguém me pergunta “de que ________ (filmes/discos/shows/séries) você mais gostou neste ano?”. É tanta coisa que eu já desisti de fazer listas. Não consigo. Sério.

A única que eu me permiti, por motivos de força maior trabalho, foi essa aqui. Eu e minha miguxa Liv Brandão chutamos o balde e fizemos a lista de fim de ano que eu sempre quis fazer – no sentido de esculhambação mesmo. São só séries porque, né, para quem não sabe nós assinamos uma coluna sobre o assunto aqui.

E sim, esse é um post picareta. Só para não acharem que não fiz minha lista e tal.

(Trilha sonora: “My year in lists”, Los Campesinos)

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Os melhores e piores do ano da coluna Seriais

Colunistas elegem seus destaques da temporada 2011 

RIO – Sim, nós até temos nossos palpites para melhor série, melhor ator, melhor atriz… Mas quem é que não tem? E se em vez de discutirmos se o Globo de Ouro estava certo em suas indicações, ou especular quem vai ser o injustiçado da vez no Emmy, a gente destacasse aquelas categorias que todo mundo comenta, mas que nenhuma lista contempla? Pensando nisso, nossos melhores e piores de 2011 são personalizados, com campeões em modalidades jamais vistas na História deste país — quer dizer, das premiações tradicionais. Nesta Seriais especial, elegemos o que mais chamou nossa atenção neste universo durante os últimos 12 meses. Seja um cachorro, um anão, um nerd ou um barraqueiro profissional. Isto posto, divirtam-se e até 2012!

•MELHOR EMENDA que saiu pior que o soneto. Quando Ashton Kutcher foi confirmado no lugar de Charlie Sheen em “Two and a half men”, muita gente torceu o nariz. Também pudera, Kutcher não disse a que veio, provando que o melhor destino para a série teria sido o cancelamento.

•MELHOR SÉRIE assustadora que muita gente não vê porque dá medo (mesmo). Ryan Murphy resolveu investir em uma área completamente diferente de “Glee” e criou “American horror story”, um terror bizarro com Jessica Lange que faturou uma indicação ao Globo de Ouro — e que faz muita gente grande ter pesadelos.

•MELHOR CACHORRO da temporada. Grosso e sem pudores, “Wilfred” é, de longe, o melhor e mais chato cachorro de 2011. Não, não importa o fato de ele aparecer como um homem vestido como cão.

•MELHOR ANÃO já visto em cena. Peter Dinklage roubou a cena em “Game of thrones”, outro merecido destaque do ano. Na pele de Tyrion Lannister, ele mostrou que a baixa estatura é só um detalhe. Tanto que foi indicado para o Emmy de melhor ator coadjuvante em série dramática — e faturou o prêmio. Arrasou, amigo.

•MELHOR CANCELAMENTO de série. Desculpem-nos por lembrá-lo da existência de “The cape”, querido leitor, mas é por um bom motivo: comemorar o fim de uma das tramas mais toscas já produzidas pela TV americana. A série, cheia de clichês de super-heróis, não pegou e o último episódio de sua única temporada foi exibido apenas pela internet.

•MELHOR SÉRIE que bombou lá fora e ainda não estreou aqui, tsc tsc. Apesar de já ter exibição garantida no Brasil pelo FX, “Homeland” foi o assunto da nova temporada lá fora — e aqui, né? Claire Danes, como dizer, quebra tudo na pele de uma agente da CIA, desconfiada de que um herói de guerra seja, na verdade, um aliado dos terroristas.

•MELHOR NOVO desafio profissional, sabe como é. Alguém ainda consegue lembrar como era “The good wife” sem Alan Cumming? Ele deita, rola e distribui talento como um inescrupuloso assessor de campanha.

•MELHOR FAMÍLIA disfuncional que poderia até ser a nossa. Um tiozinho, uma latina caliente, um casal gay, uma garotinha meio nerd e sua irmã quase periguete: isso é “Modern family”, mas se você olhar bem cada episódio é capaz de desligar a TV achando que aquele povo todo faz parte da sua vida.

•MELHOR NERD para se ter por perto em caso de emergência. Que Sheldon (Jim Parsons) é mais eficiente, todo mundo sabe. Mas de “The Big Bang Theory”, quem nós realmente gostaríamos de ter por perto é Leonard (Johnny Galecki). Além de ser nerd, ele é uma fofura e esbanja paciência. Um beijo, Leonard!

•MELHOR REPRISE infinita. É ba-ta-ta. Você liga a TV a qualquer hora do dia, sintoniza no Universal Channel e lá estão os detetives de “Law & Order: SVU”. De tanto reprisar, a gente às vezes esquece que Chris Meloni deixou a série e deu lugar a Danny Pino. Não que isso seja ruim, mas…

•MELHORES AMIGAS que nós gostaríamos de ter. Max (Kat Dennings) e Caroline (Beth Behrs), em “2 broke girls”, são as garçonetes mais sarcásticas do Brooklyn. Adotem a gente?

•MELHOR DESCANCELAMENTO de todos os tempos. Numa jogada genial e inédita, a Netflix descancelou a cultuada “Arrested development” depois de seis anos e garantiu retomá-la e exibí-la em 2013, com o elenco original. Não vemos a hora de reencontrar Jason Bateman, Michael Cera e Will Arnett!

•MELHOR TV sem ser TV. O advento da Netflix em solo brasileiro foi, tipo assim, um daqueles milagres que a gente não sabe de onde vem, mas só agradece. Com um acervo crescente de séries, eles ainda fizeram a gentileza de garantir por aqui a exibição de “The hour”, ambientada na Guerra Fria. Gamamos.

•MELHOR VALE a pena ver de novo. Mulder e Scully voltaram à vida. Pelo menos às nossas, ainda bem! “Arquivo X” ganhou uma bem-vinda reprise no TCM e alegra as nossas madrugadas. Bom demais ver David Duchovny e Gillian Anderson com o viço da juventude.

• PRÊMIO ENCRENQUEIRO do ano. Charlie Sheen fez de 2011 o ano em que oficialmente se mostrou fora da casinha. Brigou com o chefe, com a mulher… Mais alguém? Ainda saiu de “Two and a half men” e causou furor na TV e no Twitter cunhando expressões loucas, como “tiger blood”. Charlie, obrigada por todos os bafões concedidos, até que foi divertido.

Bem amigas da Rede Globo….

… que caíram aqui por esses dias, por conta das queridas Carla Lemos e Camila Coutinho: bem-vindas, SUAS LINDAS! Prometo tirar uns posts da pasta dos rascunhos pra receber bem vocês, tá? História nova é o que não falta. Beijo e apareçam, agora ali vou ali num momento “Profissão Repórter” básico. “If I could talk I’d tell you”, já diria Evan Dando, ó:

“Viaje de estudios”: tem indie na Espanha

Junho de 2004: uma banda como tantas outras lançava seu primeiro CD com um pocket show na Fnac de Callao, em Madrid. Enquanto isso, uma jovem repórter passava suas férias na Espanha. A jovem repórter era eu. A banda era a Lori Meyers. Formado por quatro rapazes de Granada – Miguel, Alejandro, Noni e Alfredo – , o grupo reuniu uns 20 curiosos (e duros, já que o show era de graça) num fim de tarde. “Viaje de estudios”, o tal CD, era de uma delicadeza incrível. Duvida? Escuta aqui “Tokio ya no nos quiere”.

Daí que no fim do show, claro, comprei o CD e fui bater um papo com Noni, o vocalista. Na cara de pau mesmo, néam. Disse que era jornalista e que morava no Brasil. “No Brasil? Que bacana! Temos vários amigos em São Paulo, você mora perto?”. Achei graça e me despedi.

Corta. 2010, Noni e os meninos não pararam. Depois de “Viaje de estudios”, veio “Hostal Pimodán” – que tinha um clima um cadinho mais adulto. Mais um capítulo na eterna saga por referências: o nome do CD remete diretamente ao Hotel Pimodán, citado por Baudelaire em “Paraísos artificiais”, “a kind of solitary oasis”. E depois de “Hostal Pimodán” veio “Cronolanéa”. E agora veio “Cuando el destino nos alcance”, lançado nesta semana na mesma Fnac de Callao com um mesmo pocket show, onde eu espero que outra jovem repórter de férias tenha ido para depois poder passar essa pérola adiante.

(Se eu fosse você, para entender mais sobre Lori Meyers, ouviria “Dilema”, do “Hostal Pimodán”, ou “Luciérnagas y mariposas” , do “Cronolanéa”. Mas minhas preferidas são outras duas do primeiro CD: “Ya los sabes” e “Viaje de estudios”, com um dos climas juvenis mais felizes do mundo. E “Mujer esponja”? Difícil escolher)

Agora o quarteto virou um sexteto, com a efetivação de Miguel e Antonio, que já trabalhavam com a banda e foram, como dizer, promovidos. E o CD novo, dizem, tem um toque meio retrô, meio futurista. Em entrevista à Europa Press, Noni disse que suas influências vão de Beach Boys a Sonic Youth.  Comentou que começou a tocar aos 18 anos, e que agora tem 28. E falou, claro, sobre a indiezice – tá achando que é só aqui que perguntam sobre isso?  Tolinho. ” ‘Indie’ é o grupo que é independente das fórmulas radiofônicas ou do que os outros estejam fazendo. Ser ‘indie’ é quando te dizem como fazer as coisas e você responde ‘creio que tenho a capacidade de saber fazer como eu quero’”.

Ah, uma das faixas do novo CD é “Explica-me”, que você pode ouvir clicando bem aqui, ó.

PS: O motivo do sumiço está bem aqui, no Blog de Aguinaldo Silva.