Referências são tudo na vida

“Telephone”, clipe-viagem-muito-louca da igualmente pirada Lady Gaga, tem algo que acho fundamental em tudo na vida: referências.  Tentei contar – tentei e parei, depois de reconhecer algumas coisas e entrar numas de querer reconhecer TUDO ali.

Oquei. Corta. Gaga, performática que só ela, não está sozinha nessa. Igualmente empenhado em unir visual e música no palco – e nos vídeos – , um sujeito chamado Dan Black foi responsável pela minha última piração em busca de referências, coisa que só Rah-rah-ah-ah-ah! Roma-Roma-ma-ah! Ga-ga-ooh-la-la! tinha feito por mim recentemente (e que Tarantino faz desde sempre com a minha pessoa). Nunca tinha ouvido falar do sujeito – desculpem a ignorância, cansei de ser indie em 2006 e nem na internet tinha reparado no maluco. Britânico, ex-integrante do The Servant (ah, The Servant eu conhecia!), Dan ganhou o topo das paradas depois que “U+me” foi disponibilizada para download gratuito no iTunes como a música da semana na Grã Bretanha.  Em 2008, ele tinha chamado a atenção com uma versão/mashup de “Hypnotize”, do finado Notorious B.I.G, com “Umbrella”, de Rihanna.

Daí que em julho do ano passado Dan lançou seu primeiro CD solo – aqui você pode ouvir todas as músicas, by the way. E o single é “Symphonies”, com a mesmíssima batida de “HYPNTZ”. Claro que bombou. Tanto que uma outra versão, com a participação do rapper Kid Cudi, também foi incluída como faixa-bônus no CD de Dan. Você pode não gostar da música. Mas se gostar de cinema vai enlouquecer – como eu. Sci-fi, suspense, cinema francês: quase todos os estilos ganham uma representação no vídeo, que remete diretamente às aberturas e aos pôsteres dos longas. Imperdível. Porque só estou comentando isso agora? Ué, só agora vi o clipe! Que pergunta.

Para ver a versão sem Kid Cudi, clique aqui. E para ver o vídeo com a participação do sujeito, clica aí embaixo!

Mais um da série ‘diálogos que eu queria ter presenciado’

Que eu tenho fixação por diálogos todo mundo sabe – aliás, taí o que eu realmente queria fazer da vida. Daria um dedo – tá, exagero, daria os vestidos do meu armário – pra ter sido uma das roteiristas de “House” ou “Gilmore girls”, melhores diálogos EVAH na minha mais que humilde opinião.

Daí fui dar uma olhada no Raios Triplos , dos amigos Calazans, Eusébio e Silvio e vi um que eu queria MUITO ter ouvido:

Na Rua Humaitá.
Ele: Você tem cachorro?
Ela: Não, graças a Deus.
Ele: Graças a Deus.
Ela: Só um papagaio, quatro periquitos e um canário.
Ele: E não suja muito não?
Ela: Não, pode limpar a gaiola dia sim, dia não. Mas se não der comida, o papagaio fica doido e começa a repetir: “Mãe? Chegou, mãe? Mãe!”

Humaitá, né, Calaza anda de ônibus fino. Os meus são a freakoland mermo.

A listinha sem fim de músicas do Nick e da Norah

A amiga bagaceira, a gostosinha nojentinha, o indie gatinho e vilipendiado, o amigo gay, a gatinha-que-não-se-acha-gatinha-mas-que-é-toda-certinha: tá tudo lá em “Nick e Norah: uma noite de amor e música”, filme que saiu, claro, direto em DVD por aqui. O livro, que foi lançado em 2008 pelo Galera Record (selo jovem e muito bem executado da Record), já era uma fofura. Referências, referências, referências: sou viciada nisso. E o livro já era cheio delas.
Vi o filme com um certo atraso, mas ainda vale comentar. Galera por aí tem implicância com clichê. Oi, clichê é bom quando é bem feito. E aí a gente volta pro começo desse post: a amiga bagaceira, a gostosinha nojentinha, etc etc etc, que existem aos borbotões por aí são TOTALMENTE verossímeis no filme. Para quem não viu: Nick (Michael Cera, que é ótimo e uma graça, mas que faz papel de Michael Cera, mal aí) toca numa banda e grava pencas de CDs para a namorada, Tris. Ah, sim: isso mesmo depois de um belíssimo pé na bunda. E quem poderia culpá-lo, néam. Exceto pelo fato da menina ser um clone mal rascunhado das gêmeas Olsen, mas oquei, ainda bem que gosto não se discute.
Vou tentar resumir e me segurar para não contar a história nas minhas palavras (amo muito uma sinopse). Nick esbarra com Norah (Kat Dennings, mais bonita na tela do que em fotos) e rola um clima e coisa e tal. Nesse meio tempo, tem um show secreto da melhor banda de todos os tempos da última semana, a pinguça sai vagando por aí, e a galere toda tenta encontrar as duas coisas (a apresentação da tal banda e a maluca trêbada). Bom, até aí tudo bem, “comédia romântica adolescente”, você já meteria o carimbo. Não é bem por aí. É coisa de gente normal, saca? Sem piadas sexistas ou escatológicas. É filme de gente que sofre com pé na bunda, gente que resolve correr atrás do ex só porque está com ciuminho, gente que enche a cara e vomita em locais impróprios. E eu nunca tinha ouvido falar do diretor, Peter Solett – me processem, meu sobrenome ainda não é Google, apesar da memória de paquiderme.

Contrariando minha condição de repórti, deixei o lead pro final. A trilha sonora é o que há. Nem tinha como ser diferente. No original, o filme é “Nick and Norah’s infinite playlist”. MAS É CLARO que tem coisa muito boa ali. Bishop Allen (assistam “Admiração mútua”, passou no Festival do Rio de 2006, e depois voltem aqui), We Are Scientists, Shout Out Louds, Vampire Weekend. Sim: indie feelings, abs. O trailer não faz justiça ao filme, mas vá lá: clica aqui pra uma provinha.

10 filmes que a TV a cabo sempre reprisa (e a gente sempre vê)

Não sei vocês (adoro começar qualquer coisa com isso, dá uma sensação BONITA de diálogo), mas quando a NET chegou à minha casa eu antevi novos tempos. Tempos em que eu seria mais feliz e iria menos à locadora. Bom, à locadora eu já não iria mesmo, com medo de pagar uma multa gigantesca (longa história). Mas enfim, achei que não precisaria fazer ficha em outro lugar. E antes que vocês, espertões, me digam que eu poderia BAIXAR o filme que eu quisesse, lembro a todos que, apesar de ter uma conexão decente, meu computador só falta ter RODAS para ser uma carroça.
Portanto, achava que a NET mudaria minha vida, sabe? No primeiro mês foi uma maravilha. Depois comecei a entender a sistemática de reprises em TODOS os canais Telecine e aí passei a viver um DRAMA: ver filme repetido. Claro que “Alien Vs. Predador” e “O ultimato Bourne” eu sempre passo – o primeiro por ser inclassificável (nem na categoria “ruim demais”entra), o segundo porque néam, Matt Damon é gatinho, mas já deu. Next. Mas e os filmes que não são bons (no sentido de serem unanimidade), mas também não são ruins, e que servem como uma boa trilha sonora pra acompanhar aquela molezinha no sofá, aquele papinho ao telefone, aquele pacote de Doritos de pernas pro ar? Aquele filme que você começa a assistir porque não está fazendo nada e, quando vê, já passou três horas em frente à TV? Pois…
(“Sessão da Tarde” está de fora por um motivo simples: passa em horário comercial e eu trabalho, duh)

Minha lista de filmes que a TV a cabo sempre reprisa (e eu SEMPRE assisto). Atenção.

1. “Ligeiramente grávidos”. De janeiro pra cá, já vi SETE vezes. Motivo um: Seth Rogen. Motivo 2: Judd Apatow. Motivo 3: Seth Rogen (e digo isso num looping infinito)
2. “Minha mãe quer que eu case”. Já contabilizei 5 ou 4 assistidas. Motivo: filme de mulherzinha com dois caras LINDOS, mãe que liga o tempo todo, irmãs que fazem teleconferência (não perguntem).
3. “Queridinhos da América”. Esse é o clássico dos sábados no VH1. Motivo: John Cusack. Não preciso explicar mais.
4. “Meninas malvadas” (“Mean girls”, é assim que traduziram mesmo?). Não lembro o canal, mas é Warner ou algo do tipo. Motivo 1: Lindsay Lohan no auge. Motivo 2: bitchness makes the world go round. ADOURO.
5. “Como se fosse a primeira vez”. Também não lembro o canal. Motivo: Drew Barrymore. Quem não gosta dela chega aqui pra tomar um peteleco merecido. Musa. E ainda faz aniversário no mesmo dia que eu.
6. “Moça com brinco de pérola”. Outro que repete a beça, especialmente de madrugada, quando você chega da NÁITE e quer se jogar no sofá, ligar a TV e ver algo que dê SONO. Motivo 1: dá sono. Motivo 2: Scarlett Johansson vestida dos pés a cabeça. Também dá sono.
7. “O amor não tira férias”. Esse é clássico do Telecine. Sinopse: jornalista que só se dá mal no trabalho e na vida pessoal conhece um velhinho bacana da indústria do cinema e ainda pega um cara maneiro no final – e ela é a Kate Winslet. Jude Law é viúvo, rico e pai de duas crianças adoráveis – um vislumbre do mundo ideal. Ahn, e as duas moças trocam de casa numa boa e tudo dá certo. Ou seja: conto de fadas moderno. Bom para aqueles dias em que você está bem, não assista se estiver deprimido. Fica a dica.
8. “Escola do Rock”. Outro clássico de sábado, não lembro o canal, Warner ou Fox. Motivo: Jack Black kicking asses. Motivo 2: rock. Motivo 3: Jack Black (repito isso num looping infinito)
9. “De repente 30″. Mais um que não lembro o canal, mas que SEMPRE paro para ver. Motivo 1: Mark Ruffalo. Motivo 2: amo um dos vestidos que a Jennifer Garner usa, junto com o laço de fita na cabeça na cena em que ela vai encontrá-lo. Motivo 3: a cena em que TODOS dançam “Thriller”.
10. “Voando alto”. Taí um filme que eu acho subestimado. Quem leva a sério acha uó. Quem vê como uma grandessíssima e gigantesca PIADA se diverte LITROS. Não tem como não rir da cafonalha oitentista. Esse, aliás, vi hoje mesmo.

Pronto. Depois conto quais os filmes a TV a cabo sempre reprisa e eu NUNCA vejo. Heh.