Anti-lista de fim de ano ou “é impossível comer um só”

Sofro de amnésia absoluta quando alguém me pergunta “de que ________ (filmes/discos/shows/séries) você mais gostou neste ano?”. É tanta coisa que eu já desisti de fazer listas. Não consigo. Sério.

A única que eu me permiti, por motivos de força maior trabalho, foi essa aqui. Eu e minha miguxa Liv Brandão chutamos o balde e fizemos a lista de fim de ano que eu sempre quis fazer – no sentido de esculhambação mesmo. São só séries porque, né, para quem não sabe nós assinamos uma coluna sobre o assunto aqui.

E sim, esse é um post picareta. Só para não acharem que não fiz minha lista e tal.

(Trilha sonora: “My year in lists”, Los Campesinos)

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Os melhores e piores do ano da coluna Seriais

Colunistas elegem seus destaques da temporada 2011 

RIO – Sim, nós até temos nossos palpites para melhor série, melhor ator, melhor atriz… Mas quem é que não tem? E se em vez de discutirmos se o Globo de Ouro estava certo em suas indicações, ou especular quem vai ser o injustiçado da vez no Emmy, a gente destacasse aquelas categorias que todo mundo comenta, mas que nenhuma lista contempla? Pensando nisso, nossos melhores e piores de 2011 são personalizados, com campeões em modalidades jamais vistas na História deste país — quer dizer, das premiações tradicionais. Nesta Seriais especial, elegemos o que mais chamou nossa atenção neste universo durante os últimos 12 meses. Seja um cachorro, um anão, um nerd ou um barraqueiro profissional. Isto posto, divirtam-se e até 2012!

•MELHOR EMENDA que saiu pior que o soneto. Quando Ashton Kutcher foi confirmado no lugar de Charlie Sheen em “Two and a half men”, muita gente torceu o nariz. Também pudera, Kutcher não disse a que veio, provando que o melhor destino para a série teria sido o cancelamento.

•MELHOR SÉRIE assustadora que muita gente não vê porque dá medo (mesmo). Ryan Murphy resolveu investir em uma área completamente diferente de “Glee” e criou “American horror story”, um terror bizarro com Jessica Lange que faturou uma indicação ao Globo de Ouro — e que faz muita gente grande ter pesadelos.

•MELHOR CACHORRO da temporada. Grosso e sem pudores, “Wilfred” é, de longe, o melhor e mais chato cachorro de 2011. Não, não importa o fato de ele aparecer como um homem vestido como cão.

•MELHOR ANÃO já visto em cena. Peter Dinklage roubou a cena em “Game of thrones”, outro merecido destaque do ano. Na pele de Tyrion Lannister, ele mostrou que a baixa estatura é só um detalhe. Tanto que foi indicado para o Emmy de melhor ator coadjuvante em série dramática — e faturou o prêmio. Arrasou, amigo.

•MELHOR CANCELAMENTO de série. Desculpem-nos por lembrá-lo da existência de “The cape”, querido leitor, mas é por um bom motivo: comemorar o fim de uma das tramas mais toscas já produzidas pela TV americana. A série, cheia de clichês de super-heróis, não pegou e o último episódio de sua única temporada foi exibido apenas pela internet.

•MELHOR SÉRIE que bombou lá fora e ainda não estreou aqui, tsc tsc. Apesar de já ter exibição garantida no Brasil pelo FX, “Homeland” foi o assunto da nova temporada lá fora — e aqui, né? Claire Danes, como dizer, quebra tudo na pele de uma agente da CIA, desconfiada de que um herói de guerra seja, na verdade, um aliado dos terroristas.

•MELHOR NOVO desafio profissional, sabe como é. Alguém ainda consegue lembrar como era “The good wife” sem Alan Cumming? Ele deita, rola e distribui talento como um inescrupuloso assessor de campanha.

•MELHOR FAMÍLIA disfuncional que poderia até ser a nossa. Um tiozinho, uma latina caliente, um casal gay, uma garotinha meio nerd e sua irmã quase periguete: isso é “Modern family”, mas se você olhar bem cada episódio é capaz de desligar a TV achando que aquele povo todo faz parte da sua vida.

•MELHOR NERD para se ter por perto em caso de emergência. Que Sheldon (Jim Parsons) é mais eficiente, todo mundo sabe. Mas de “The Big Bang Theory”, quem nós realmente gostaríamos de ter por perto é Leonard (Johnny Galecki). Além de ser nerd, ele é uma fofura e esbanja paciência. Um beijo, Leonard!

•MELHOR REPRISE infinita. É ba-ta-ta. Você liga a TV a qualquer hora do dia, sintoniza no Universal Channel e lá estão os detetives de “Law & Order: SVU”. De tanto reprisar, a gente às vezes esquece que Chris Meloni deixou a série e deu lugar a Danny Pino. Não que isso seja ruim, mas…

•MELHORES AMIGAS que nós gostaríamos de ter. Max (Kat Dennings) e Caroline (Beth Behrs), em “2 broke girls”, são as garçonetes mais sarcásticas do Brooklyn. Adotem a gente?

•MELHOR DESCANCELAMENTO de todos os tempos. Numa jogada genial e inédita, a Netflix descancelou a cultuada “Arrested development” depois de seis anos e garantiu retomá-la e exibí-la em 2013, com o elenco original. Não vemos a hora de reencontrar Jason Bateman, Michael Cera e Will Arnett!

•MELHOR TV sem ser TV. O advento da Netflix em solo brasileiro foi, tipo assim, um daqueles milagres que a gente não sabe de onde vem, mas só agradece. Com um acervo crescente de séries, eles ainda fizeram a gentileza de garantir por aqui a exibição de “The hour”, ambientada na Guerra Fria. Gamamos.

•MELHOR VALE a pena ver de novo. Mulder e Scully voltaram à vida. Pelo menos às nossas, ainda bem! “Arquivo X” ganhou uma bem-vinda reprise no TCM e alegra as nossas madrugadas. Bom demais ver David Duchovny e Gillian Anderson com o viço da juventude.

• PRÊMIO ENCRENQUEIRO do ano. Charlie Sheen fez de 2011 o ano em que oficialmente se mostrou fora da casinha. Brigou com o chefe, com a mulher… Mais alguém? Ainda saiu de “Two and a half men” e causou furor na TV e no Twitter cunhando expressões loucas, como “tiger blood”. Charlie, obrigada por todos os bafões concedidos, até que foi divertido.

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