Steve Carell e o fim do mundo

fimdomundoDia desses estava catando alguma coisa para assistir e lembrei – lembramos – que havíamos gravado “Seeking for a friend for the end of the world”. Queria ter visto esse filme numa das incontáveis viagens para Los Angeles nos últimos anos, mas simplesmente não rolou.

Dia desses um amigo perdeu um grande amigo. A gente, que não se encaixa nos padrões, passa a vida inteira tentando pertencer (“ser é ser percebido”, valeu Berkeley) e, depois de muito tempo, acha sua casa no outro. É como se todo momento de humilhação e de bullying e de vergonha por ser quem se é tivesse valido a pena, porque nos levou até esse momento em que essa pessoa, que parece com você, que entende você, está ali na sua frente.

E aí a vida vai e muda tudo. E aí só consigo pensar no Steve Carell.

Com o mundo perto do fim, a personagem da Keira Knightley diz que está com medo, e que eles deveriam ter se conhecido antes, deveriam ter se conhecido na infância, que o tempo dos dois juntos foi muito pouco.

E Steve Carell responde, tranquilo: “Todo o tempo do mundo teria sido pouco”.
Todo o tempo do mundo sempre vai ser pouco. Acho que é bem por aí.

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