Hatfields, McCoys e etc

hatfields

Não é muito a minha linha, mas assisti ao primeiro episódio de “Hatfields & McCoys”, que estreia nesta próxima terça no canal Space, por conta de uma entrevista bacana (no domingo replico aqui – não que alguém se importe, mas tudo bem). Acabei me surpreendendo. Apesar de ter enfrentado o mesmo problema do rapaz que fez a resenha do Guardian – “How did the Hatfields and McCoys know who to shoot? They all looked alike with their big, bushy beards”, ele pergunta – , o negócio é bem feito.

Para quem não viu, Kevin Costner é o seu Hatfield e Bill Paxton é nhô Randall. Ex-companheiros na Guerra da Secessão (prefiro mil vezes escrever Secessão a Civil, acho mais fino), acabam caindo no pau e virando rivais depois que o infeliz do tio de um mata o irmão do outro, o primo de um rouba o porco do outro, o um se apossa da madeira das terras do primo do outro, e por aí vai.

Eu sinceramente acho que o tal Hatfield foi muito do espertinho fazendo fortuna (naquelas, né) enquanto o miguxo tava lá, sujando a roupa no front – sem contar que ele, ambicioso que só, não hesitou em passar a perna em quem desse molinho, incluindo o agora ex-miguxo. O chefe dos McCoy desperta aquela simpatia que normalmente nutrimos por quem se dá mal na história. Mas em vez de seguir aquela frase clássica de adesivo de carro velho “Não me inveje, trabalhe” (reparou que só carro velho tem esse adesivo no vidro traseiro?) ele quer fazer as duas coisas ao mesmo tempo e se dá mal.

Fico me perguntando se, além de vítima da esperteza do outro, o pobre McCoy também não é vítima de sua própria coitadice. Sim, esta é uma breve pensata sobre como todos nós podemos ser o pobre McCoy, tomando sopapo dos outros e ainda nos chicoteando com nosso próprio mimimi. Realmente fica difícil subir na vida.

Ainda não sei o desfecho da história (na ficção, obviamente, porque a minissérie em 3 capítulos é baseada em fatos os quais já conheço – e apenas fatos:  por favor, a cada vez que alguém diz fatos históricos eu corto mentalmente meus pulsos), mas já tô duvidando da minha simpatia pelo Bill Paxton de seu McCoy. A ver.

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