‘Que marravilha’ de cozinha!

Foto de Rogério Resende, do site do GNTQuando eu era mais nova e sentia falta de saber cozinhar, minha mãe sempre dizia que microondas existia para isso. E contava uma história muito ilustrativa: já casada, quando se deparou com um frango pela primeira vez, caiu no choro. Sim, pela total inabilidade para limpar o penoso e prepará-lo decentemente.

Hoje minha mãe canta, dança e sapateia – opa, essa sou eu. Ela prepara entradas, pratos principais e sobremesas muito bem, apesar de dizer que só aprendeu meia dúzia de receitas para enganar a quem for necessário. Mas eu também choraria de pânico diante de um frango. Meus dotes culinários se resumem a macarrão, molho de cachorro quente e torta alemã. Claro que os três são muito bons, mas enfim, não constituem uma refeição completa. Não sei fazer uma feira e até hoje meu padrasto  e sua linha de pensamento medieval dizem que minha mãe não me preparou para casar (e neste momento não sei se meu namorado chora de tristeza ou alegria, heh).

Enfim, todo esse nariz de cera – aqui eu posso, dá licença? – para dizer como me chocou “Que marravilha!”, novo programa do chef Claude Troisgros que estreia nesta quinta-feira, às 22h, no GNT. Tive a chance de ir a um almoço-coletiva de lançamento do programa, há algumas semanas, e fiquei impressionada com o fato de que cozinhar parece TÃO fácil. No primeiro episódio, que vai ao ar hoje, uma mocinha chamada Paula, moradora de Copacabana, só prepara… macarrão e cachorro-quente. A irmã, recém-chegada da Alemanha, reclama horrores. E eis que Paula decide aprender a fazer um bobó de camarão. No almoço, ela e Claude prepararam, mais uma vez, o tal do bobó. Claro que o camarão já estava limpo e o caldo pronto, mas ainda assim, fazer um prato desses em meia hora é meio assustador. Tudo pareceu tão fácil, tão intuitivo, tão simples, que eu me senti uma tonta por não saber cozinhar.

Corta. Aí temos minha amiga Joana, que por trabalhar onde Judas perdeu as botas começou a cozinhar seu próprio almoço. Em um encontrinho de amigos ela foi capaz de fazer minikebabs em questão de minutos. Mais um choque. Leio as receitas de Joana – neste blog sensacional aqui, ó, chamado Coentro – e continuo embasbacada. Isso não pode ser assim tão fácil. Fato que vou bater ponto vendo o “Que marravilha!” (e vendo Joana preparar seus quitutes) pra ver se um dia tomo coragem ou vergonha na cara mesmo.